| PRINCIPAIS ATRAÇÕES

BAGRE AFRICANO
Nome Científico: Clarias gariepinus
Local de Origem: Continente Africano
Generalidades: Espécie predadora que foi introduzida na aqüicultura brasileira
provocando muitas controvérsias. Sua criação foi proibida pelo IBAMA.
Permanece longo tempo vivo fora d’água, cavando tocas nos locais onde habita.
Por ser uma espécie agressiva, interfere no comportamento de outros peixes
que são mantidos no mesmo ambiente. Esta característica tem causado transtornos
aos donos de pesqueiros que após misturar esta espécie com outras, observam uma
diminuição na pesca. Algumas espécies de bagres possuem dimorfismo sexual,
representado pela existência de pênis vestigial na região genital.

BAGRE AMERICANO
Nome Científico: Ictalurus punctatus
Local de Origem: Bacia do rio Mississipi - EUA
Generalidades: Esta espécie constitui-se a base da piscicultura norte-americana.
Foram desenvolvidas tecnologias de cultivo, processamento e venda, a
chamada indústria do “catfish”, que permitiram oferecer ao consumidor americano
um produto de boa qualidade, preço competitivo e em diferentes formas para
preparo culinário. Vem sendo criado no Brasil como “peixe de inverno”,
sendo uma alternativa para os pesque-pague.

BLACK BASS
Nome Científico: Micropterus salmoides
Local de Origem: Região leste da América do Norte.
Generalidades: Considerado o peixe de pesca esportiva mais importante nos EUA,
onde foi amplamente introduzido nos rios e lagos. Para sua pescaria as iscas
artificiais tipo “fly” são recomendadas. No Brasil adaptou-se em locais de clima
mais frio, sendo encontrado em rios e represas dos estados de São Paulo, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Por ser um carnívoro voraz tem sido utilizado
no controle populacional de outras espécies de peixes. A espécie apresenta
comportamento normal em temperaturas entre 6 e 280C. Desovam naturalmente
em viveiros e lagos geralmente após o inverno.

CARPA COLORIDA
Nome Científico: Cyprinus carpio
Local de Origem: Europa Oriental e Ásia
Generalidades: São peixes coloridos e qualificados sob certos padrões de cores.
Existem atualmente de 13 a 17 variedades para efeito de julgamento em concursos.
São originários do Japão, onde surgiram animais de coloração diferente que através
de mutações, foram selecionados e acasalados

CARPA COMUM
Nome científico: Cyprinus Carpio
Local de Origem: Europa Oriental e Ásia
Generalidades: É o peixe mais cultivado no mundo. Possui diversas
variedades como a carpa escama, espelho e húngara. São encontrados
exemplares coloridos, os “nishikigois”, obtidos do cruzamento de várias espécies
e que são amplamente difundidos entre japoneses. Sua criação é relativamente
simples, desde que encontre um ambiente apropriado. Costuma desovar
naturalmente em tanques e açudes, em raízes de árvores ou de plantas aquáticas.
Possui o hábito de mexer muito no fundo tornando, em condições de
cultivo comercial, a água barrenta.

CASCUDO
Nome Científico: Hypostomus sp
Local de Origem: Bacia do Rio Mogi Guaçu - SP
Generalidades: Existem muitas espécies encontradas em quase todos
os rios do Brasil. Possuem o corpo revestido por placas ósseas. Não caem em anzol.
Devido ao seu hábito alimentar de raspar o fundo tem sido utilizado em
aquários como “limpa vidro”. Sua carne branca é muito saborosa e apreciada,
pode ser preparada na brasa apenas retirando-se a barrigada do peixe
e temperando-se com sal e limão.

CURIMBATÁ
Nome Científico: Prochilodus lineatus
Local de Origem: Bacia dos rios Paraná e Paraíba.
Generalidades: É uma das espécies de maior freqüência na Bacia superior
do rio Paraná. Apesar da carne apresentar sabor não muito delicado é
considerado como um dos peixes de maior importância econômica na pesca interior.
É o peixe de água doce mais comercializado na CEAGESP de São Paulo.
A espécie também é utilizada na piscicultura.

DOURADO
Nome Científico: Salminus brasiliensis
Local de Origem: Bacia do prata
Generalidades: É um predador compulsivo, valente e saltador conhecido
como “o rei dos rios”. É o maior peixe de escama da Bacia do Prata, podendo
alcançar 25,0 kg de peso e pouco mais de 1,0 metro de comprimento.
A sua pesca é altamente esportiva. São peixes que nadam em cardumes, nas
águas rápidas dos rios e seus afluentes. Atualmente obtêm-se alevinos de
dourado através da reprodução induzida e seu cultivo comercial vem sendo estudado.

LAMBARI
Nome científico: Astyanax sp
Local de origem: América do Sul, Central e México
Generalidades: Conhecidos como lambaris no Estado de São Paulo e como
piabas no centro, norte e nordeste do Brasil, é um grupo de peixes muito
diversificado e amplamente distribuído. Tem bom valor comercial quando
produzidos como espécie utilizada diretamente para consumo humano e/ou
como forrageira à alimentação de peixes carnívoros. São importantes na pesca
esportiva por servirem como isca para peixes carnívoros.
O tradicional “lambari fritinho com cerveja” é muito apreciado e saboroso

MANDI
Nome Científico: Pimelodus sp
Local de Origem: Bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins, São Francisco,
do Prata, Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil.
Generalidades: Peixe de couro de água doce. Possui três ferrões serrilhados,
sendo um no dorso e dois nos flancos. Os ferrões são cobertos por substâncias
tóxicas que provocam muita dor após a ferroada.
Existem diversos tipos: mandi-bandeira, mandi-chorão, mandi-guaçu, mandi-pintado,
mandi-amarelo e outros. Alimenta-se principalmente de insetos, além de animais
microscópicos, peixes e vegetais. Algumas espécies atingem até 46 cm de
comprimento e 1,1 kg. É a terceira espécie de peixe de água doce mais
capturada em São Paulo.

MATRINXÃ OU MATRINCHÃ
Nome Científico: Brycon cephalus
Local de Origem: Bacia Amazônica
Generalidades: Esta espécie apresenta muito canibalismo na fase inicial.
As larvas são vorazes e possuem uma boca bem desenvolvida logo após seu nascimento.
Os jovens e adultos aceitam bem as rações comerciais. São de rápido crescimento,
atingindo peso comercial com 7 a 8 meses de cultivo. É uma espécie altamente
esportiva e de boa aceitação nos pesqueiros. É considerado um dos peixes
mais saborosos da Bacia Amazônica.

PACU
Nome Científico: Piaractus mesopotamicus
Local de Origem: Bacia do Prata – Pantanal
Generalidades: É um dos peixes mais pescados no Brasil. Dependendo da
época do ano e da qualidade da água, apresenta hábitos alimentares que
vão do canibalismo ao consumo de frutas. Possui boa produtividade e
aceitação na piscicultura. Cultivado de maneira adequada e em clima
favorável, pode produzir de 7 a 10 toneladas por hectare.

PEIXES ORNAMENTAIS
Nome Científico: Diversas espécies
Local de Origem: Principalmente regiões de climas tropical e sub-tropical
Generalidades: São peixes com coloração e formas vistosas de fácil adaptação
em aquários. Podem ser considerados terapêuticos (aquários bem montados são tranqüilizantes),
e importantes para despertar o interesse pelos seres vivos e a natureza.
Os peixes ornamentais possuem relação de amizade e afetividade com o homem,
transformando-os em verdadeiros “amigos” ou “companheiros”.

PIAPARA
Nome científico: Leporinus elongatus
Local de Origem: Bacias do Prata e do São Francisco.
Generalidades: Peixe de escama muito apreciado na pesca artesanal.
Coloração prateada, nadadeiras amareladas e três manchas pretas nas laterais.
Atinge 80 cm de comprimento e 6 kg de peso. Alimenta-se de vegetais, insetos e larvas.
São pescadas principalmente na primavera e verão. Sua carne é bastante saborosa.

PIAVA DE TRÊS PINTAS
Nome científico: Leporinus friderici
Local de origem: Todo território brasileiro
Generalidades: Espécie fluvial que atinge pouco mais de 40 cm de comprimento
e 1,3 kg de peso. São peixes de boca pequena, mas provida de dentes fortes,
capazes de arrebentar anzóis mais fracos. A coloração é prateada com dorso
azulado. São peixes indóceis que costumam nadar mais de 9 km por dia, atrás
de seus alimentos prediletos (vegetais, larvas de insetos e pequenos peixes).
São pescados principalmente na primavera e no verão.

PIRACANJUBA
Nome Científico: Brycon orbignyanus
Local de Origem: Bacia dos Rios Paraná - Uruguai
Generalidades: Nome de origem indígena que significa peixe de cabeça amarela.
É uma espécie muito sensível à degradação ambiental e tem despertado
grande interesse para a pesca comercial e esportiva. Atualmente os estoques
naturais desta espécie encontram-se muito reduzidos.

PIRAPUTANGA
Nome Científico: Brycon hilarii
Local de Origem: Bacia do Prata
Generalidades: É um peixe importante na pesca comercial e esportiva.
Pode atingir até 7,0 kg de peso. Alimenta-se de pequenos peixes, insetos,
frutos e sementes. Os pescadores costumam dizer que, para localizar um
cardume de Piraputangas basta encontrar uma árvore com frutos na beira do rio.

PIRARUCU
Nome Científico: Arapaima gigas
Local de Origem: Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins
Generalidades: O Pirarucu pode vir a ser uma espécie importante para a
piscicultura, pois além da carne saborosa possui um crescimento muito rápido.
Este exemplar atingiu 8 quilos em 11 meses de criação.
Esta espécie está ameaçada de extinção. Este exemplar é oriundo de
criação em cativeiro na região de Belém (PA) e cresceu no Sítio Centenário
no Município de Cerquilho (SP), em um projeto de parceria com o Instituto de Pesca
.Possui respiração aérea e, na natureza, alimenta-se de outros peixes.
Na criação comercial é treinado a consumir ração extrusada.

SURUBIM PINTADO
Nome Científico: Pseudoplatystoma corruscans
Local de Origem: Bacia dos rios São Francisco, Prata e Paraguai
Generalidades: “Princesa” um pintado fêmea de aproximadamente 25 kg,
representante de uma das maiores espécies de peixes fluviais. Pode atingir
até 1,50 m de comprimento e 70 kg de peso. Apresenta hábito noturno,
quando sai para caçar outros peixes. Tem preferência pelas águas calmas
do fundo dos rios e lagoas marginais. A carne é bem aceita pela população
devido à ausência de espinhos. Os pratos tradicionais “pintado na brasa”
e “peixada de pintado” são deliciosos e muito procurados.
Atualmente vem sendo introduzido com sucesso na piscicultura.

SURUBIM CACHARA
Nome Científico: Pseudoplatystoma fasciatum
Local de Origem: Bacias do Prata, Amazônica, Araguaia e Tocantins
Generalidades: Peixe de couro, muito apreciado na pesca profissional.
Cabeça grande e achatada. Coloração cinzenta no dorso, com feixes
verticais e pintas pretas. O ventre é esbranquiçado.
Peixe piscívoro (alimenta-se de outros peixes). Atinge até 1 metro de
comprimento e 25 kg de peso. Recentemente graças ao desenvolvimento
de técnicas de condicionamento alimentar, onde o peixe aprende a comer
ração comercial, esta espécie vem sendo utilizada na piscicultura.

TAMBAQUI
Nome Científico: Colossoma macropomum
Local de Origem: América do Sul – Bacia do Rio Amazonas
Generalidades: É o segundo maior peixe de escamas no Brasil (o primeiro é o pirarucu),
podendo atingir até 55 kg. No ambiente natural alimenta-se de frutos, folhas
e caules. Esta espécie apresenta bom desempenho em cultivo, principalmente
em regiões de clima quente. O cruzamento do macho do Pacu com a fêmea
do Tambaqui produz o Tambacu, um híbrido interessante para o cultivo.

TILÁPIA VERMELHA
Nome Científico: Híbrido de Oreochromis sp
Local de Origem: Estados Unidos
Generalidades: Estes peixes foram obtidos a partir de diferentes cruzamentos de
espécies e/ou linhagens de tilápias. Sua coloração avermelhada e a qualidade da
carne conferiram a este híbrido, melhor valor comercial.
São amplamente utilizados na cozinha oriental.

TRAÍRA
Nome Científico: Hoplias malabaricus
Local de Origem: Bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins, São Francisco,
do Prata, Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil.
Generalidades: Peixe de escama, predador voraz, carne saborosa e de cor
que varia do marrom ao preto manchado de cinza. Atinge até 60 cm de
comprimento e 3 kg de peso. Desova no fundo dos rios e protege os filhotes.
A carne é saborosa, mas apresenta muitos espinhos.
Muito apreciado na pesca esportiva. |