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Polícia Ambiental alerta banhistas para a presença de palometas no Rio Uruguai
Fonte: Zero Hora, Jan/2014 (http://zerohora.clicrbs.com.br)

Notícias- 09 de janeiro de 2014

Evidências do animal foram encontradas durante operação contra pesca ilegal em Machadinho

Uma ação da Polícia Ambiental de São José do Ouro, no norte do Estado, evidenciou a presença de palometas no Rio Uruguai, próximo à barragem do município de Machadinho, na divisa com Santa Catarina.

Equipes que realizavam a Operação Piracema, contra a pesca ilegal, encontraram, nesta manhã, redes com dezenas de peixes devorados pelos animais. No entanto, nenhum cardume de palometa foi identificado — o que tranquiliza policiais e, ainda mais, banhistas da região.

De acordo com Luiz Roberto Malabarba, doutor em Zoologia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), as palometas encontradas no curso do Rio Uruguai (e demais rios da Bacia do Prata) são da mesma família que as piranhas.

Elas são abundantes na região, e, nesta época do ano, devido à redução no volume da água, a concentração delas acaba sendo maior, especialmente em áreas mais fechadas do rio, como barragens.

Rodrigo de Matos, soldado da Polícia Ambiental, participou da operação na manhã de ontem e afirma que a população de palometas cresce a cada ano na região. Uma das possíveis causas da proliferação seria o desiquilíbrio ambiental. De acordo com Matos, a grande captura de predadores naturais das palometas, como o peixe dourado e a lontra, propicia o aumento no número dos animais.

Malabarba, que estuda peixes de água doce, confirma que o desiquilíbrio possa favorecer a multiplicação da espécie, mas garante, no entanto, que a situação verificada no Rio Uruguai pode ser considerada "normal".

— Não é nada de extraordinário. Em um rio onde existem palometas, peixes presos em redes serão atacados por esses animais. Isso é comum — afirma o professor.

A Polícia Ambiental, no entanto, alertou banhistas sobre a presença da espécie na região. Malabarba explica que não é comum deste peixe atacar humanos:

— Normalmente elas não fazem isso. Se fazem, é porque existe uma concentração muito grande de animais e pouco alimento disponível.

A Operação Piracema é realizada, em média, a cada 10 dias e deve se estender até o fim de janeiro, quando se encerra o período da piracema — quando os peixes sobem até a cabeceira dos rios para se reproduzirem.

De acordo com a Polícia Ambiental as palometas não podem ser retiradas do rio, mas vão continuar sob monitoramento das equipes.


http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2014/01/policia-ambiental-alerta-banhistas-para-a-presenca-de-palometas-no-rio-uruguai-4385303.html





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