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PEIXES MAIS BARATOS SÃO BOA OPÇÃO PARA A SEMANA SANTA
Fonte: A Tribuna, Mar/2005 (www.atribuna.com.br)

Da Reportagem

Com o aumento da procura por pescados em função da Semana Santa, os consumidores podem variar o cardápio apostando em peixes mais baratos e que, com criatividade, rendem pratos saborosos. Sabendo como e onde comprar, a introdução desse alimento na dieta das pessoas, o ano inteiro, só tende a ser benéfica.

Para quem acha que o almoço de Páscoa só é completo se tiver bacalhau, uma ida ao Mercado de Peixe, na Ponta da Praia, pode resultar numa mudança de hábitos alimentares.

‘‘Apenas 10% das pessoas incorporam o pescado a sua alimentação, sendo 21% nas regiões Norte e Nordeste e 2% no Sul’’, detalhou a médica veterinária e sanitarista Maria Teresa de Oliveira, especializada em pescado há mais de 30 anos.

Diante de um dos boxes do Mercado de Peixe, durante visita realizada no último domingo, a pesquisadora aposentada comentou que o custo de R$ 8,50 para o quilo da pescada amarela ainda é alto. ‘‘Está caro porque, de um quilo, você tira quatro ou cinco filés. Não compensa’’.

Para fugir dos salgados preços da garoupa, cerca de R$ 18,00 o quilo, do salmão, R$ 15,00, e do camarão pistola, R$ 55,00, Teresa recomenda pratos à base de corvina, tainha e pescada cambucu, com valores que variam de R$ 5,50 a R$ 12,00.

‘‘Esses peixes podem ser preparados no forno, com batatas, recheados e com bastante tempero. Você aproveita muito mais do que se fizesse em filés’’.

Outra dica que pode render elogios, além de ser econômica, é a utilização da sardinha, com preço médio de R$ 3,50 o quilo, que segundo ela é encontrada em abundância na região.

Luiz Saturno de Lima, um dos sócios do Boxe 8, dissemina a receita preparada pela mulher e que pode ser uma opção para a Sexta-Feira Santa.

‘‘É só colocar a sardinha (sem a cabeça), cobrir com camadas de tomate, cebola, alho, azeite e vinagre e deixar 40 minutos na panela de pressão. A espinha desmancha e fica uma delícia, até meus fregueses comem quando eu trago’’.

Outro prato principal que não sairá caro pode ser preparado com o bacalhau brasileiro, ou abrotea, encontrado por R$ 6,00 o quilo. ‘‘A dona-de-casa deve aproveitar esses peixes, que são saborosos e baratos, e incrementar os pratos. A refeição pode ficar requintada e saborosa se a pessoa souber escolher’’, disse ela.

Antes do almoço de Páscoa, Teresa sugeriu o marisco ou a manjuba como aperitivos. O primeiro pode ser encontrado a R$ 4,50 o quilo com casca e a R$ 11,00, o limpo. ‘‘A pessoa deve aprender a preparar o pescado desde o início e fica muito mais em conta. É uma forma de resgatar o prazer de comer. Pode ser feito lambe-lambe, com arroz, que fica uma delícia’’.

Já a manjuba, por cerca de R$ 4,00 o quilo, deve ser frita em óleo bem quente depois de retiradas a cabeça e as tripas.

Para os que pretendem refinar o almoço de Páscoa, a especialista aposta no macarrão preparado com vôngole limpo, vendido a R$ 10,00 o quilo, acompanhado de um peixe assado e de uma sortida salada.

‘‘O que é bonito é a apresentação e o pescado é fácil de ser bem apresentado. O que não adianta é ter toda essa variedade se o consumidor final não souber preparar e aproveitar os nutrientes’’.

Com tantas variações, a expectativa dos vendedores é de aumento de 20% nas vendas durante esta Semana Santa. ‘‘Nesta época, o que sai mais é o pescado barato. Quem tem dinheiro come peixe o ano inteiro, quem não tem só come agora’’, comentou Samuel Ferreira, do Box 11, que no ano passado vendeu cerca de três toneladas de corvina nesse período.

Maria Teresa, no entanto, chamou a atenção para os cuidados na hora da compra. ‘‘A pessoa deve ir a um lugar de confiança e observar as condições do pescado (ver quadro). Seria muito bom se o consumo de peixe se tornasse um hábito entre os brasileiros’’.

Como escolher

Odor — Quando é fresco, o peixe cheira a maresia

Corpo — Deve ser firme e brilhante. Ao deteriorar-se, a carne fica flácida, o que pode ser testado pressionando-a com os dedos. Se o teste não deixar marca significa que o peixe é fresco

Olhos — Quando fresco, os olhos devem ser salientes, a córnea transparente e a pupila negra e brilhante. Se os olhos estiverem encovados, a córnea leitosa e a pupila cinzenta, indica que não está em boas condições

Pele — Deve ser brilhante e com as escamas bem agarradas. A cor da pele deve ser viva, homogênea e com alguns reflexos. O muco – camada gelatinosa que cobre a pele – deve ser aquoso e transparente

Membrana — Trata-se de uma pele interior que cobre a barriga do peixe e que deve aderir completamente à carne. Quando o peixe não está próprio para consumo, esta membrana separa-se da carne

Guelras — Devem ser brilhantes, bastante vermelhas e sem muco. Com a perda da frescura, estas ficam amarelas e ganham muco

Fonte: Site petiscos.com





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