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INGESTÃO DE SALMÃO CRU TEM RISCOS
Fonte: A Tribuna, Abr/2005 (www.atribuna.com.br)

Da Reportagem


A ingestão de salmão cru, malcozido ou defumado fez com que 28 paulistanos adoecessem, vítimas de difilobotríase, desde 2004. A notificação destes casos fez com que o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) começasse a acionar as vigilâncias dos municípios para adoção de cuidados, como o de deixar o produto conservado a uma temperatura inferior a 20°C negativos no período de sete dias antes do consumo.
A Secretaria de Estado da Saúde orienta as pessoas que comeram salmão cru desde março do ano passado a procurarem um clínico geral. A doença é detectada através de um exame de fezes.
Apenas 20% dos casos apresentam sintomas, que são diarréia, vômito, desconforto abdominal e perda de peso. Nas infecções mais severas, pode ocorrer obstrução intestinal.
Segundo a secretaria estadual, como todos os 28 casos foram registrados na Capital (sendo 18 em 2005), só agora o Centro de Vigilância Epidemiológica está orientando as prefeituras das outras cidades do Estado.
Em Santos, a coordenadora das vigilâncias Sanitária e Epidemiológica, Andréa Cerqueira Passos, alerta para o perigo de se comer qualquer tipo de carne crua. Ela informa que os órgãos ainda não receberam notificação do Estado.
Mesmo não havendo alguma proibição do consumo ou venda do salmão cru, os locais que servem ou comercializam o produto devem receber fiscalização do Município. ‘‘A Vigilância Sanitária já faz vistoria periódica nos estabelecimentos, mas ainda não recebemos nenhuma notificação do Estado especificamente sobre o salmão cru’’, comentou ontem Andréa.
Fora do cardápio
O anúncio da contaminação na Capital já repercute em Santos. O restaurante de comida japonesa Atami (no Centro) tinha retirado ontem do cardápio o salmão cru. O peixe só foi servido grelhado.
A proprietária do Atami, Hiromi Sassaki, afirma que não serviu o salmão mesmo com a insistência de um cliente. ‘‘Ele disse que se responsabilizaria se acontecesse algo com ele mas, mesmo assim, não servimos’’.
Os comentários sobre os perigos do salmão foram frequentes em todas as mesas, mas não interferiram na movimentação do estabelecimento. ‘‘Não vamos colocar salmão cru no cardápio até que venha uma orientação oficial’’, assinalou a comerciante. Ela come desde criança o produto e afirma nunca ter passado mal.
Quase todo o salmão consumido no Brasil vem do Chile e Hiromi Sassaki arrisca um palpite que o parasita (Diphyllobothri spp) pode estar na ração dada ao peixe.
Ao reforçar os riscos à saúde causados pela ingestão de qualquer carne crua, a responsável pelas vigilâncias Sanitária e Epidemiológica lembra que a maioria das contaminações por alimento é registrada nas casas, e não em estabelecimentos comerciais. Um erro frequente, segundo Andréa, é deixar alimentos por mais de duas horas fora da geladeira.





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