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Instituto de Pesca estuda Sistemas de Recirculação de Água, considerados a forma mais ecológica de produzir peixes em nível comercial

Modelo vertical de rack com os três SRA no mesmo módulo Eduardo Medeiros 2

Adoção do sistema traz maior produtividade e rendimentos para o aquicultor, mas requer investimento e planejamento

Pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, buscam aperfeiçoar e expandir o uso de Sistemas de Recirculação de Água (SRA) na aquicultura. Passíveis de serem usados no cultivo de diversos tipos de organismos, os SRA causam menos impactos ambientais e ocupam menos espaço que outros meios de produção de organismos aquáticos.

“A aquicultura em SRA é essencialmente uma tecnologia de cultivo de organismos aquáticos por meio do reaproveitamento (ou recondicionamento) da água da produção”, diz Eduardo Ferraz, pesquisador do IP. “Geralmente estes animais são produzidos em maior densidade que os sistemas convencionais de criação”, agrega. Apesar de ainda estar ganhando espaço no Brasil, o pesquisador do Instituto afirma que a tecnologia vem se desenvolvendo expressivamente em vários países, “seja pela necessidade decorrente da falta de água disponível, seja pelo avanço de projetos e equipamentos”.

De acordo com Ferraz, neste tipo de sistema é necessário que a água seja continuamente tratada para remoção dos resíduos e micro-organismos e, também, deve haver um aporte constante de oxigênio para a manutenção dos animais. Isso é feito a partir do emprego de filtros mecânicos, químicos e biológicos, e o método pode, a princípio, ser usado para qualquer espécie cultivada na aquicultura (peixes, camarões, moluscos etc.) e em propriedades de quaisquer tamanhos. “O reaproveitamento da água de cultivo está cada vez mais presente na aquicultura”, afirma o especialista. “Os SRA estão sendo implantados em unidades de produção que variam de grandes plantas que geram muitas toneladas de peixes por ano para consumo, a pequenos sistemas sofisticados, usados na produção de alevinos, reprodução de peixes para repovoamento ou espécies ameaçadas, no cultivo de organismos ornamentais ou de animais de biotério para uso em laboratórios de pesquisa”, complementa.

Modelo vertical de bancada SRA Eduardo Medeiros 2

Menos água e mais controle

Desde que implementados de maneira planejada, os SRA tendem a trazer muitas vantagens para a atividade aquícola e para o ambiente. De acordo com o pesquisador do IP, de fato a vantagem mais evidente é a economia de água devido à reutilização constante. “A quantidade limitada de água usada na recirculação é obviamente benéfica para o ambiente, pois o recurso se tornou escasso em muitas regiões. Além disso, torna-se muito mais fácil e barata a remoção dos nutrientes excretados pelos peixes, já que o volume de água descartado nos cursos d’água é muito menor do que aquele descarregado em uma piscicultura tradicional”, assegura Ferraz.

As vantagens, no entanto, não param aí. “Estes sistemas conservam o calor da água, devido a sua reutilização, o que leva a uma economia da energia necessária para a manutenção da temperatura”, ressalta o especialista. Além disso, ele lembra que os SRA ocupam muito menos espaço da propriedade - cerca de 1% da área que seria ocupada por um sistema convencional -, o que reduz o trabalho do produtor e possibilita a destinação de espaço para outras finalidades. “Os efluentes produzidos podem ser usados como fertilizante em terras agrícolas ou em estufas, ou ainda como base para produção de biogás”, lembra o pesquisador do IP.

Quanto à produção aquícola em si, o pesquisador garante que é possível ter um controle muito maior do processo usando um SRA, o que traz benefícios que se refletem em maior produtividade e melhor qualidade do produto final. “Há uma melhoria no controle das enfermidades que afetam os organismos, visto que no processo é possível a passagem de toda água do sistema por lâmpadas de ultravioleta ou sistemas de ozonização da água, que reduzem a valores muito baixos a quantidade de organismos patogênicos presentes na água do cultivo”, detalha Ferraz. Em função do maior controle sobre o processo, o pesquisador acrescenta que há um melhor desenvolvimento dos organismos, refletindo em maior produção por metro quadrado de instalação. “Adicionalmente, estes sistemas podem ser montados próximo aos mercados consumidores”, completa.

Apesar de todos os benefícios, Ferraz pondera que alguns fatores devem ser levados em conta antes de se instalar um sistema do tipo ou realizar uma transição para ele. “Os SRA exigem mais investimento que a maioria dos sistemas tradicionais: uma unidade de cultivo requer equipamentos de suporte, como geradores e sistemas inteligentes de gestão, que vão incidir nos custos de produção”, coloca o pesquisador do IP. Segundo defende, é preciso ter uma produção de pescado suficiente para que seja possível arcar com estes custos operacionais e manter a competitividade do negócio. Outro ponto a se levar em consideração é a necessidade de pessoal capacitado para gerenciamento da planta de produção.

“A aquicultura em SRA é particularmente mais dependente de um manejo correto e de ações precisas quando comparada a diversas outras formas de produção agrícola”, ressalta o especialista. Para ele, os erros na concepção do projeto e em seu manejo, uma vez implementado, são quase sempre a razão que leva à falta de sucesso da iniciativa. “O projeto do empreendimento, a correta aquisição de equipamentos e a construção da planta de SRA devem ter acompanhamento de profissionais da área com conhecimento profundo de todas as etapas envolvidas para seu correto funcionamento”, assevera. 

Modelo vertical de Rack SRA com aquários de 60 Litros Eduardo Medeiros

Pesquisas do IP vão da escala laboratorial à grande produção

 Além do uso voltado para produção de pescado para alimentação humana, a tecnologia de SRA tem bastante aplicabilidade também em escalas menores, podendo ser empregada para além do contexto do campo. Dentre as pesquisas com o tema desenvolvidas por Ferraz no IP, está o uso de sistemas de recirculação de menor tamanho para manutenção de espécies aquáticas utilizadas em experimentação científica. “Algumas espécies de peixes constituem importantes alternativas para o uso de mamíferos em experimentação animal”, menciona o especialista. Segundo ele, espécies como zebrafish (Danio rerio) ou lebiste (Poecilia reticulata), são atualmente bastante utilizadas em testes de ecotoxicologia ou mesmo de medicamentos veterinários, o que gera a necessidade de se criar os animais no próprio laboratório. “Estamos desenvolvendo um modelo vertical de recirculação voltado para essa finalidade, que seja mais barato e possa ser reproduzido por outros pesquisadores e laboratórios”, elucida Ferraz. Por serem estruturas de menor tamanho e que exigem menos investimento quando comparadas à piscicultura de corte, os sistemas verticais estudados encontram espaço também no universo da aquariofilia e na produção de peixes-ornamentais. “Tanto lojas, pet shops e expositores podem utilizar o sistema na manutenção de seus aquários, quanto os criadores comerciais das espécies ornamentais”, afirma.

De acordo com o especialista, o Instituto tem procurado, por meio de diversas pesquisas, combinar a tecnologia de SRA a outras, visando ao aumento da produtividade e renda do produtor e ao uso racional de recursos naturais. “Existem algumas propostas interessantes, como o uso da tecnologia SRA aliado à produção agrícola, os chamados sistemas de Aquaponia, que permitem a produção de vegetais a partir dos nutrientes oriundos da criação de peixes”, exemplifica Ferraz. Outra alternativa são os Sistemas de Bioflocos, onde há zero renovação de água, e que pode ser usado para espécies como camarão e tilápias. Outro sistema interessante que se baseia em reaproveitamento de água é o Sistema Multitrófico, no qual diferentes espécies de organismos aquáticos são criadas em compartimentos separados, mas que possuem interligações entre si para que haja benefícios comuns para todos organismos cultivados”, finaliza o pesquisador do IP.

Imagens: Pesquisador Eduardo Medeiros

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Instituto de Pesca faz 52 anos

Ipe amarelo 52 anos

Criado em 8 de abril de 1969 com a missão de realizar pesquisas sobre a fauna e o ambiente aquático, visando ao aumento de produtividade e à exploração racional e sustentável destes recursos, o Instituto de Pesca (IP), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, comemora 52 anos de existência. O IP é um dos 6 Institutos de Pesquisa da APTA, que conta ainda com 11 Polos Regionais.

Ao longo de todos estes anos, o Instituto foi inovador (desenvolvendo técnicas e pesquisas inéditas em todo o continente); desbravador (realizando pesquisas em ambientes muitas vezes inóspitos); acolhedor (recebendo pesquisadores de outras regiões e países); professor (capacitando e treinando desde alunos até técnicos de nível superior que hoje ocupam lugar de destaque no Brasil e exterior) e, muitas vezes, aluno (porque aprendeu com seus erros e se renovou a cada parte do caminho).

“Especialmente neste último ano em que enfrentamos a pandemia da COVID-19 o IP também teve que se reinventar”, diz o diretor-geral do Instituto, Vander Bruno dos Santos. Segundo ele, foi preciso um esforço conjunto para reagrupar a equipe e traçar estratégias nesse período, sem perder o foco, que é o de servir à sociedade paulista e nacional. “Cada pesquisador, cada técnico, funcionário e aluno contribuiu à sua maneira, uns a distância, outros presencialmente, mas todos fazendo o possível para estarmos juntos de forma segura o mais breve possível’, agrega Vander.

Entre as atividades que muito orgulho trouxeram à equipe do Instituto neste último ano, cabe destacar:

- A atuante participação do IP em 6 dos 13 Programas Estratégicos de Pesquisa da Secretaria de Agricultura.

- A implantação do “Pesca-Gestor”, uma ferramenta administrativa para a gestão de recursos extra orçamentários e das atividades realizadas pelos seus técnicos.

- A contemplação do projeto no Edital NPOP – Fapesp “Pescado para a Saúde”, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Mogi das Cruzes e empresas relacionadas à atividade de aquicultura. (Confira mais detalhes aqui).

- O investimento em infraestrutura feito pela Secretaria para a reforma de laboratórios e quarentenário, que em breve estarão sediados em novo endereço na capital paulista.

- As entregas tecnológicas compromissadas para o ano de 2021: Diagnóstico de doenças emergentes em organismos aquáticos, Fórmulas de rações para organismos aquáticos, Atualizações no sistema ProPesqWEB/ProPesqMOB1 (monitoramento da atividade pesqueira) e Caracterização genética de reprodutores de peixes nativos para aconselhamento genético em programas de repovoamento.

Vander ressalta ainda que, para simbolizar a chegada do IP a um novo endereço, na Vila Mariana, será plantada uma árvore próxima ao prédio da Sede do Instituto. “A ideia do plantio de uma árvore surgiu para simbolizar a chegada do Instituto de Pesca na belíssima área já ocupada pelo Instituto Biológico. Mais do que isso, em um momento em que não podemos confraternizar como gostaríamos, homenageamos todos nós servidores que, de uma forma ou de outra, somos vítimas da COVID-19. Por isso, nada melhor do que um Ipê, fazendo uma analogia à abreviação IP, iniciais do nome do Instituto de Pesca", enfatiza o diretor-geral. “Parabenizamos a todos que participam e contribuem com o Instituto de Pesca, e que fazem desta instituição de excelência uma das mais conceituadas na área de Aquicultura e Pesca em nosso país”, conclui.

 

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Você consome pescado? Pesquisadoras do Instituto de Pesca explicam porque devemos incluí-los na alimentação e elucidam alguns mitos

prato peixe

Saudáveis e saborosos, o consumo dos organismos aquáticos representa um mar de possibilidades

Compreendendo uma ampla gama de espécies animais, o pescado é uma opção valiosa de proteína de alta qualidade, além de trazer sabor e variedade às refeições. O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desenvolve pesquisas e ações voltadas a disseminar a importância desses alimentos e mostrar seus benefícios para a população.

“O Brasil tem uma diversidade impressionante de tipos de pescado”, diz a pesquisadora do IP Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva. “Usamos o termo para nos referirmos a todos esses organismos aquáticos: peixes, crustáceos (camarões, lagostas, siris, caranguejos), moluscos (mariscos, mexilhão, polvo, lula, ostras) e, além desses, os répteis (a exemplo do jacaré, tartaruga), os anfíbios (rãs) e alguns equinodermos, como o pepino do mar”.

Conforme aponta, o consumo desses produtos sempre foi visto como um hábito saudável, algo que é corroborado pelas pesquisas científicas. “Quando pensamos em alimentação mais saudável, o pescado é um alimento estratégico”, coloca a especialista. “Tanto pela alta qualidade das proteínas, quanto pela presença de nutrientes muito importantes, como os ácidos-graxos (ou gorduras) poli-insaturados, principalmente os chamados Ômega-3, relacionados ao desenvolvimento neurológico, principalmente na infância e mesmo na gestação”, complementa.

Esses alimentos, explica, podem implicar, inclusive, na diminuição do risco de algumas doenças coronarianas, sendo importante aliados no combate à obesidade. “Temos, ainda, os micronutrientes, como os minerais, que são muito importantes para o funcionamento do nosso organismo, como o manganês, magnésio, zinco, cobre entre outros, além das vitaminas do complexo B”, acrescenta Rúbia Yuri Tomita, também pesquisadora do IP, realçando mais aspectos nutricionais positivos dos organismos aquáticos.

Todos esses impactos positivos na saúde são confirmados pelas recomendações dos principais órgãos de saúde em nível mundial e nacional. “A Organização Mundial da Saúde (OMS), tem recomendado o consumo de uma a duas porções semanais de pescado, assim como a Autoridade de Segurança Alimentar da União Europeia, que recomenda o consumo de 300g de peixe por semana para adultos”, coloca Rúbia, o que daria um consumo per capita de cerca de 12 kg por ano.

De acordo com as pesquisadoras, o Brasil está próximo desse patamar se considerarmos a média nacional, com cerca de 10 kg anuais por pessoa, mas há discrepâncias acentuadas entre as regiões do país. “Na Região Norte, temos um consumo muito grande, cerca de 30 kg/ano, o maior do país. Em compensação, na Região Sul, não chega a 2 kg/ano per capita”, detalha Rúbia. Já Cristiane aponta que, da mesma forma que acontece no Brasil, São Paulo também apresenta características peculiares em cada região do Estado. “Fizemos um estudo, em 2010, focado na Região Metropolitana de São Paulo, onde encontramos um consumo interessante, relacionado principalmente aos restaurantes e serviços de alimentação, chegando a 15 kg por pessoa”, relata a pesquisadora, contextualizando que em outras cidades paulistas o consumo é bem menor.

Qual pescado devo escolher? Todos!

Com uma variedade tão grande, como escolher qual pescado comprar? O conselho das especialistas é justamente experimentar, variar e testar os diferentes tipos para ver quais mais agradam ao paladar, se mostram mais práticos e têm melhor rendimento. “Fazendo experimentações, o consumidor vai ter a oportunidade de escolher entre peixes de extrativismo (pesca) ou cultivo, de água salgada ou doce, e uma enormidade de sabores e características nutricionais”, garante Cristiane.

Rúbia, por sua vez, pondera que apesar de alguns peixes possuírem mais gordura que outros, isso não deve ser considerado um problema, pois trata-se de “gordura boa”. De qualquer forma, há opções para todos os gostos. “Uma pesquisa que fizemos em 2016 mostrou que peixes como sardinha e trilha possuem mais gordura e são mais calóricos; já tambaqui, abrótea e pescada-branca são mais magros”, detalha. Ela ressalta a necessidade de pensarmos na variedade como um fator essencial. “A indicação para o consumidor é buscar essa riqueza da diversidade de pescado e não ter uma preocupação com qual seria ‘mais saudável’, pois todos são!”, concorda Cristiane. Para as duas, do mesmo modo que devemos procurar a diversificação quando falamos no consumo de frutas, legumes e verduras, no que diz respeito ao pescado, também é importante diversificar. “Não consuma apenas salmão, por exemplo. Busque variedade”, aconselham.

Leia também: Consumo de Peixes Não-convencionais une sabor, nutrição e fortalecimento da pesca regional

Tirando do caminho os mitos sobre pescado

Para as pesquisadoras do IP, tem havido um aumento no interesse pelo pescado por parte dos consumidores brasileiros, reflexo de uma maior preocupação com a alimentação saudável - em parte devido à atual pandemia. No entanto, ainda prevalece no senso comum alguns mitos, ou preconceitos infundados quanto ao consumo de peixes, crustáceos e moluscos. Cristiane e Rúbia nos ajudam a afugentar alguns deles:

Pescado é muito difícil de preparar

Provavelmente você já deve ter ouvido isso, ou pessoalmente deu preferência à compra de outra carne pensando no trabalho extra que seria preparar um pescado. Conforme explica Cristiane, isso não é mais uma realidade, graças à oferta de produtos variados que encontramos atualmente. “No passado, esse era um dos pontos que levava o consumidor, por vezes, a não escolher o pescado, pela dificuldade em eviscerar, descamar etc. Hoje, no entanto, encontramos filés já sem pele, sem espinhas, sem vísceras, prontos para o preparo”, afirma. Ela menciona que algumas pesquisas já evidenciam o aumento de consumo nos lares, pois o consumidor passou a perceber que pode, sim, ser fácil e prático preparar o pescado.

Só como o pescado se for fresco; nada de congelado

Essa é outra afirmação que não procede, de acordo com as pesquisadoras. “O pescado tem que ser de qualidade, seja fresco, seja congelado ou conservado de outra forma, ou seja pronto para o consumo”, garante Rúbia. A pesquisadora acredita que essa crença se deve a fatores culturais dos brasileiros, onde, antigamente, prezava-se por comprar o peixe recém-desembarcado, das mãos do pescador. Com o desenvolvimento da cadeia do frio e da industrialização do pescado no país, entretanto, passou a ser possível conservá-lo por muito mais tempo e pessoas de regiões distantes do litoral puderam ter acesso aos frutos do mar, por exemplo.

“A cadeia produtiva está cada vez mais organizada e a qualidade cada vez melhor. Os órgãos de inspeção estão trabalhando bastante e atuando no sentido de coibir falsificações e fraudes, tentando transmitir uma segurança maior para o consumidor”, garante Rúbia. As pesquisadoras lembram que, fresco ou congelado, é essencial comprar pescado em estabelecimentos de confiança, que cumpram os requisitos higiênicos-sanitários e sejam aprovados pelos órgãos fiscalizadores.

Tenho medo de comer peixe, porque tem muita espinha

Mais um preconceito de raiz cultural em nosso país que acaba atrapalhando o acesso ao pescado. “É uma preocupação até certo ponto exacerbada, que acaba se tornando um demérito na percepção popular sobre o pescado. Muita gente não come pensando nesse risco”, lamenta Cristiane. Embora algumas espécies tenham muitas espinhas e que seja necessária atenção ao consumi-las, há muitos peixes com bem poucas, a exemplo dos bagres, do cação, da truta, do pirarucu, entre outros. “Esse é um mito importante que podemos melhorar, tanto na escolha da espécie quanto nos modos de preparo, optando, por exemplo, pelos filés, que já vem sem espinhas”, assegura a pesquisadora. Já Rúbia alerta que, no caso das crianças, sempre é importante os pais supervisionarem o consumo dos filhos, retirando quaisquer espinhas antes de oferecer-lhes o alimento.

Eu não como camarão, porque me causa alergia

De acordo com as pesquisadoras, esse receio se volta aos crustáceos e mariscos em geral, mas principalmente ao camarão. Entretanto, o risco é menor do que por vezes acreditamos, sendo amplificado por boatos. “Frequentemente, quando questionamos as pessoas sobre esse respeito, elas próprias dizem que nunca comeram, mas conhecem casos de conhecidos, parentes etc”, questiona-se Cristiane.

“A literatura científica indica que, normalmente, esses casos de reações alérgica ao consumo de frutos do mar (camarão mais comumente), está na verdade relacionado ao uso de aditivos na conservação desse produto (por exemplo, sais de sulfito), para que mantenha um aspecto visual apropriado e não se deteriore rapidamente”, agrega.

No momento da pesca, o pescador adiciona esses sais de sulfito e, se a concentração máxima permitida for desrespeitada, pode acontecer de as pessoas terem reações alérgicas - que, em casos extremos, podem ser graves. “Há pessoas que têm reações a variados tipos de proteínas presentes em alimentos, não apenas no pescado, mas isso é mais raro. Essas alergias estão relacionadas mais ao uso do aditivo”, alega a pesquisadora.

Como combater isso? Na opinião das especialistas é preciso conhecer o fornecedor, de quem se compra o camarão. “Há pescadores que vendem pescados com origem garantida e que evidenciam que o camarão não tem aditivos, conservadores e pode ser consumido com segurança. É algo que devemos começar a ver e tomar cuidado: a origem do que se consome”, finaliza Cristiane.

Crédito imagem: Rúbia Tomita

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Consumo de peixes não-convencionais une sabor, nutrição e fortalecimento da pesca regional

penacosBetara, Palombeta, Salteira...que tal experimentar um desses peixes na época da Páscoa?

O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desenvolve pesquisas e ações visando ampliar o consumo dos chamados Peixes Não-convencionais (Penacos). Os trabalhos abrangem desde a qualidade nutricional desse alimento, ao aspecto social relacionado à pesca e o potencial de mercado envolvido, com foco no consumo consciente.

“O termo Penacos surgiu em Santos, através de um chef de cozinha que é também um estudioso, Fábio Leal, mas já está em muitos estados”, diz Erika Fabiane Furlan, pesquisadora do IP. Como explica, basicamente, os Penacos são espécies de peixes usadas tradicionalmente por populações de pescadores e ribeirinhos, mas que tem menor valor comercial, por não serem usualmente conhecidas e consumidas por públicos mais amplos. “Esse termo já está tão bem estabelecido que pescadores de algumas colônias já se referem às espécies como Penacos”, afirma Ingrid Cabral Machado, também pesquisadora do Instituto. Para ela, a intenção de abarcar essas espécies sob a sigla é uma estratégia para auxiliar na conscientização do consumidor sobre a importância de consumi-los. “O pescador artesanal, que trabalha em baixa escala, em regime de economia familiar, acaba obtendo essas espécies na pesca e encontra dificuldade em comercializar”, prossegue Ingrid. “Há também uma sazonalidade na produção: ele não tem todas as espécies o tempo todo, existe uma flutuação. A ideia é conseguir mercado para esses peixes também”, explica

Consumidor paulista ainda carece de conhecimento sobre pescado

As especialistas do IP dizem que apesar de seu vasto litoral e grande quantidade de rios, o consumidor paulista - assim como de boa parte do Sudeste e Sul brasileiros - ainda não vê o peixe como uma de suas principais fontes de proteína na alimentação diária. Nos grandes centros urbanos, acreditam, as pessoas têm menos contato com pescado, limitando-se a consumí-los em ocasiões especiais. “Muitas vezes o consumidor não diferencia nem mesmo quais peixes são marinhos e quais de água doce”, menciona Erika, para quem muita gente tem dificuldade na escolha do pescado, por não ter o hábito de prepará-lo em casa. “Isso a gente vê nitidamente, por exemplo, quando vai conversar com os jovens, que comem muito fora de casa. Quando você fala de um ingrediente ele não sabe dizer o que é e nem como escolher, porque não tem o hábito de cozinhar. Às vezes os próprios pais já não tinham mais”, exemplifica. A pesquisadora constata que, no geral, o consumidor brasieiro muitas vezes não conhece nem mesmo as espécies convencionais de pescado, limitando-se ao salmão, ou tilápia (comercializada como Saint-Peter), por exemplo.

“As pessoas, muitas vezes, sequer conhecem os peixes que são pescados ou produzidos na própria região”, adiciona Ingrid, lembrando que mesmo em cidades do litoral de São Paulo, é

mais regra que exceção os restaurantes servirem espécies importadas, como a merluza argentina ou a polaca do Alaska, ao invés das encontradas localmente. “O assunto é importante porque falta realmente o conhecimento por parte do consumidor”, coloca a pesquisadora.

A importância do consumo responsável

As pesquisadoras do IP defendem que junto com um aumento da informação do consumidor sobre os pescados, tende a surgir uma maior preocupação com as origens e características de cada produto, o que se relaciona à tendência do consumo responsável, que engloba aspectos ambientais, sociais e econômicos. De acordo com Ingrid, a este respeito, existem duas etapas diferentes na cadeia. “Quando se fala de pesca responsável, se refere às boas práticas na atividade em si: não praticar pesca predatória, respeitar o defeso, evitar espécies que estão em listas de ameaçadas, fazer a escolha correta de petrechos, buscar reduzir o rejeito na pesca”, diz a pesquisadora do IP. Já o consumo responsável, pormenoriza, envolve diretamente o consumidor, relacionando-o com esses preceitos. “É o conhecimento de que existem espécies que estão ameaçadas de extinção que ele deve preterir na hora da compra, também em relação ao tamanho dos peixes que são comercializados, que deve obedecer certas regras, entre outras coisas”, complementa.

Já Erika levanta também a questão da sazonalidade de cada espécie e faz uma analogia às “frutas da época”. “Assim como muitas frutas têm as estações do ano, o peixe também, pois tem épocas em que está no defeso e não pode ser capturado e tem épocas em que está disponível e é mais facilmente pescado”, detalha. Conforme elucida, a observância à essa sazonalidade está relacionada tanto à manutenção dos estoques pesqueiros quanto à qualidade e preço do que está sendo vendido.

Especificamente quanto aos valores encontrados, Erika menciona que esse ainda mostra-se um empecilho para maior aceitação do pescado. No entanto, acredita estar havendo melhoras no cenário. “Ainda escutamos do consumidor que o pescado é muito caro, e com menor rendimento quando comparado à carne bovina, por exemplo. Entretanto, como nesse ano tivemos uma alta no preço de algumas carnes, o peixe ficou mais competitivo e, assim, o consumidor que não levava esse produto para casa por causa do preço, começou a levar”, assegura. De outro lado, a especialista credita essa maior procura a um apelo à saudabilidade do pescado, fazendo com que as pessoas levem em conta esse valor agregado num momento de preocupação com a saúde. No que diz respeito ao preço, garantem as especialistas, os Penacos são um caminho interessante, por serem espécies que frequentemente são pescadas em quantidade e acabam até mesmo descartadas, por que a indústria não vê valor comercial.

A pesquisadora Ingrid ressalta ainda um outro viés central na questão, o aspecto social. “Consumo responsável tem muito a ver com isso: reconhecer a procedência do pescado e relacionar a uma comunidade que esteja trabalhando em regime de economia familiar, dar preferência a este tipo de processo”, enfatiza. A especialista diz que já há restaurantes que trabalham com esse conceito, trazendo ao consumidor o conhecimento de que o pescado que ele está comendo foi obtido pelo trabalho de determinada comunidade, como uma atividade tradicional. Para Ingrid, isso é um processo educativo: levar ao consumidor uma preocupação

que não está internalizada. “Nesse nosso universo de consumo, muitas vezes olhamos para os produtos e não enxergamos quem produziu. Existe uma dissociação entre aquilo que nos nutre, o alimento, e aquelas pessoas que o produziram”, pondera a pesquisadora.

Instituto se dedica à promoção do consumo de pescado

Levando em conta todos os aspectos que envolvem o consumo de pescado e a importância que adquire, a Secretaria de Agricultura realiza ações de pesquisa e extensão voltadas ao fomento da cadeia, e já confere um olhar próprio para os Penacos. “Nós participamos de diversos eventos levando a discussão dos Penacos enquanto uma pauta importante para o consumo sustentável e, consequentemente, o desenvolvimento sustentável”, aponta Erika, citando o exemplo do Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado (Simcope), que ocorre bianualmente. “Muita gente passou a nos buscar interessada no tema”, anima-se.

“Nós participamos de alguns fóruns na nossa região e levantamos frequentemente esse debate: a Baixada Santista é produtora de produtos de origem animal, o peixe está em todo lado, tem-se toda uma cultura da pesca que está estabelecida na região”, agrega Ingrid. O IP, juntamente com a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), também da Secretaria, integra o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), que possui uma câmara temática sobre agricultura, pesca e economia solidária, e está elaborando projetos participativos com comunidades tradicionais, debatendo as oportunidades que podem ser geradas com a pesca artesanal. “Percebemos que o termo Penaco precisa ser popularizado e precisamos ajudar a promover a cultura do consumo dessas espécies. É também uma função nossa, no IP, trazer um pouco dessa preocupação.”, enfatiza Ingrid. “Isso, casado com a gastronomia, os restaurantes, pode trazer resultados muito bons”, conclui.

Se você se animou em experimentar os Peixes Não-convencionais, confira o nome de alguns deles, indicados por Eliane Diniz, presidente da Colônia de Pescadores Z5 Júlio Conceição, de Peruíbe-SP: Parati, Guaivira, Mandi, Espada, Caratinga, Betara, Acará, Carapau, Maria Luiza, Palombeta, Salteira e Oveva.

 

Crédito imagem: Rúbia Tomita - Instituto de Pesca

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Agenda

Curso on-line - Processamento de produtos de pescado a base de carne mecanicamente separada (CMS)

Data: 25 e 26 de agosto de 2021

Coordenação Técnica: Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva e Thaís Moron Machado (IP), José Ricardo Gonçalves e Márcia Mayumi Harada Haguiwara (ITAL)

Temas Abordados: O curso visa disponibilizar conhecimento sobre o produto CMS de pescado, obtido por meio de tecnologia que permite a maior recuperação de carne e o desenvolvimento de produtos, agregando valor a partes depreciadas na industrialização de diferentes espécies de peixe. Novos produtos de pescado a base de CMS são considerados inovações disruptivas, ou seja, que tem a capacidade de criar valor através da simplicidade e praticidade no atendimento a demandas por produtos saudáveis, isentos de espinhas e ossos, proporcionando um alimento seguro e de ótima qualidade, além da versatilidade para compor os produtos ready-to-eat ou pronto para o consumo. O curso avançará para o desenvolvimento de CMS e de produtos industrializados a base de CMS de pescado tanto na planta piloto do Instituto de Pesca como do CTC/ITAL, onde demonstrações do processo de obtenção e de aplicações específicas em produtos tradicionais do mercado serão enfatizadas.

Valor Estimado: R$ 880,00
Unidade/ Grupo Especial: Unidade Laboratorial de Referencia em Tecnologia do Pescado do IP e Centro de Tecnologia de Carnes - CTC do ITAL
Local: Plataforma Zoom

Curso teórico-prático de Controle da Qualidade do Pescado

 Data: Evento adiado em virtude da Covid-19

Horário: 8 horas às 17h00

Realização: Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho

Breve Resumo: O curso enfoca a qualidade do pescado como fator determinante nas características do produto final. São discutidos conceitos e fatores de qualidade do pescado, dando-se ênfase aos parâmetros de avaliação. São realizadas as análises mais importantes voltadas à qualidade do pescado para o consumo, bem como, a leitura e a interpretação dos resultados destas análises.

Local: Departamento de Agroindústria de Alimentos, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).


Destinatários: Profissionais dos setores de controle de qualidade, pesquisa, desenvolvimento de pescado e seus derivados, professores e estudantes da área.

Apoio: Lex Experts Food Business Solutions, Christeyns Brasil e FUNDEPAG.

Coordenação: Dra. Érika Fabiane Furlan (Instituto de Pesca)

Número de Vagas: 40

Investimento: R$ 1.200,00 - profissionais;
R$ 600,00 – estudantes e servidores público.

Inscrições: Clique aqui

Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (13) 3261-2653 (Érika)

Endereço: Av. Pádua Dias, 11 - Cx. Postal 9 - Piracicaba - SP CEP 13418-900

Equipe técnica: Dra. Erika Fabiane Furlan (coord. IP), MSc.Sarah de Oliveira (Lex Experts), Dra. Juliana Antunes Galvão (ESALQ/USP) e Carla Lima Gomes (Christeyns Brasil), Dra. Renata Miranda de Carvalho (MAPA).

Programa previsto:

Dia 04/03/2021
8h – Inscrição e entrega de material
8:30h – Abertura: Apresentação da equipe técnica do curso e programa
9h – Qualidade do pescado: fatores intrínsecos e extrínsecos ao pescado
10h – Coffee break
10:20h – Boas práticas e regulação voltada a qualidade do pescado
11:20h – Parasitas em Pescado: legislação e técnicas de pesquisa
12:30h – Almoço livre
14:00h – Principais métodos analíticos para aferição da qualidade do pescado
15:00h – Aulas práticas: principais métodos físico-químicos para aferição da qualidade do
pescado e pesquisa de parasitas
16:40h - Coffee break
17:00h – Roda de conversa
19h – Jantar por adesão


Dia 05/03/2021
8h – A análise de histamina no dia a dia da indústria
9h - Riscos microbiológicos na cadeia produtiva do pescado
10h - Coffee break
10:20h – Inovação tecnológica no controle microbiológico do pescado
11:20h – Rastreabilidade na cadeia produtiva do pescado: ferramenta a serviço da qualidade
12:30h – Almoço livre
14:00h – Aula prática: métodos de coleta de amostras e detecção dos
principais agentes patogênicos
16:30h – Café com prosa
17:00h - Encerramento

Curso a Distância sobre Criação de Camarões de Água Doce – Módulo Básico

Data: fluxo contínuo

Realização: Centro de Pesquisa de Aquicultura/UPD Pirassununga /Instituto de Pesca/APTA/SAA

Breve Resumo: o curso on-line inclui uma apostila em arquivo PDF (download diretamente do site da FUNDAG, após confirmação do pagamento), a qual deverá ser estudada pelo aluno de forma autônoma, para que, posteriormente, faça uma avaliação a distância, como aferição do aproveitamento, e posterior emissão do Certificado. O aluno terá a oportunidade de sanar dúvidas por meio de visita previamente agendada à UPD de Pirassununga.

Modalidade: híbrida (on-line e presencial), com visita à UPD de Pirassununga (mediante agendamento prévio e interesse)

Destinatários: produtores rurais, técnicos da área de aquicultura, estudantes e investidores em geral.

Coordenação: Marcello Villar Boock e Helcio Luis de Almeida Marques (Instituto de Pesca)

Apoio: Fundag

Número de Vagas: ilimitado

Investimento: R$ 100,00

Inscrições: https://cursosfundag.com.br/cursos/criacao-de-camaroes-de-agua-doce/ 

Informações: (19) 3739-8035

Endereço: Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Pirassununga (UPD de Pirassununga), Av. Virgilio Baggio, 85 - Cachoeira de Emas - Pirassununga (SP)

Programação: Fatores limitantes ao cultivo (clima, água, solo, logística). Características e construção de viveiros. Preparo dos viveiros (limpeza do lodo, calagem, adubação). Povoamento (sistemas monofásico e bifásico), predadores, manejos alimentar e hídrico, biometrias. Despescas seletiva e total. Comercialização. Viabilidade econômica do cultivo. Técnicas de processamento e marketing.

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 Todas as informações e orientações serão constantemente atualizadas e amplamente divulgadas pelos meios de comunicação do Instituto de Pesca.

 

Eventos são suspensos por tempo indeterminado

Estão suspensos por tempo indeterminado cursos e eventos programados pelos Institutos e unidades de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A suspensão visa conter a disseminação do coronavírus. Os eventos serão remarcados e anunciados em momento oportuno.

 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento cria comitê para monitorar o Covid-19 e garantir a continuidade dos serviços essenciais

O Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo Gustavo Junqueira publicou nesta terça-feira, 17, uma resolução para os direcionamentos do trabalho da pasta durante a pandemia do Corona Vírus. Na última semana, a Organização Mundial de Saúde declarou a pandemia de COVID-19. Segundo a OMS, o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos podem aumentar nos próximos dias e os governos devem manter o foco na contenção da circulação do vírus.

Para manutenção dos serviços essenciais, em caráter emergencial e provisório, foi criado um Comitê de Gestão, que tem como objetivo analisar situações e fatos. O grupo deve propor e adotar medidas destinadas à segurança dos servidores, das atividades da pasta e, no que for cabível, relacionadas ao setor agrícola. A equipe trabalhará em conjunto enquanto perdurar a situação de pandemia.

Eventos e reuniões presenciais estão suspensas no âmbito da secretaria de Agricultura e Abastecimento por tempo indeterminado. Para eventos privados, está recomendado também o adiamento de feiras, leilões e rodeios. Deslocamentos e viagens devem ser submetidos à previa autorização e apenas em casos de extrema necessidade.

Fica instituído o home office (teletrabalho) para os servidores com mais de 60 anos e portadores de doenças crônicas. Pela resolução eles devem ficar disponíveis para atividades à distância durante o horário de trabalho. Para os demais colaboradores, estão liberadas as concessões de férias e licença prêmio, assegurando a permanência de um número mínimo de funcionários que garantam os serviços essenciais.

Para ingresso às instalações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento fica recomendada a prévia higienização das mãos. Aos departamentos responsáveis e empresas contratadas a orientação é que se reforce a limpeza em áreas comuns como banheiros, elevadores e corrimãos.

Já materiais pessoais como celular, canecas e copos não devem ser compartilhados. As pessoas devem dar preferência pelos descartáveis. Vale lembrar que a COVIS-19, doença causada pelo mais recente coronavírus descoberto, passa principalmente por meio de gotículas respiratórias.

 

O servidor da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP que tiver dúvidas sobre orientações pode entrar em contato pelo link:

https://www.agricultura.sp.gov.br/contato/fale-conosco/

 

Acesse o manual de prevenção do Coronavírus desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo

http://saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/?utm_source=site&utm_medium=banner&utm_campaign=coronavirus-acoes-sp&utm_content=Coronav%C3%ADrus%20-%20A%C3%A7%C3%B5es%20do%20Governo%20de%20SP

 

Governo de SP cria canal no Telegram para combater notícias falsas sobre coronavírus

Aplicativo é mais um meio de divulgação de informações oficiais para orientar a população sobre prevenção e cuidados contra a COVID-19. Participe do grupo oficial: https://t.me/spcoronavirus

 

Adoção de medidas adicionais, de caráter temporário e emergencial, de prevenção de contágio pela COVID-19 (Novo Coronavírus)

A Diretoria do Instituto de Pesca informa aos seus técnicos que o Governo de Estado e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento estão implantando diversas medidas para controlar a pandemia do Novo Coronavírus.  Torna-se importante neste momento que todos tomem ciência das ações e orientações constantes nos documentos a seguir:

- Decreto nº 64864, de 13/03/2020 - Dispõe sobre a adoção de medidas adicionais, de caráter temporário e emergencial, de prevenção de contágio pela COVID-19 - Novo Coronavírus, e dá providências correlatas;

- Resolução SAA 17, de 16/03/2020 - Institui o Comitê de Gestão para acompanhamento das ações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento referentes às medidas emergenciais relacionadas à prevenção de contágio do Novo Coronavírus e estabelece providências correlatas;

- Deliberação 1, de 17/3/2020 - do Comitê Administrativo Extraordinário COVID-19, de que trata o art. 3° do Decreto 64.864.

 

 Coronavírus em SP: confira lugares fechados e eventos cancelados

https://catracalivre.com.br/agenda/coronavirus-sp-lugares-fechados-eventos-cancelados/

 

Ministra da Agricultura descarta risco de faltar alimentos por causa do coronavírus

https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2020/03/ministra-da-agricultura-descarta-risco-de-faltar-alimentos-por-causa-do-coronavirus.html 

 

SP envia apoio aos Municípios para que mantenham em funcionamento as atividades relacionadas ao abastecimento de alimentos e insumos em todo Estado

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/sp-envia-apoio-aos-municipios-para-que-mantenham-em-funcionamento-as-atividades-relacionadas-ao-abastecimento-de-alimentos-e-insumos-em-todo-estado/

 

SP reconhece setor agro como essencial e envia apoio aos Municípios para que mantenham em funcionamento as atividades relacionadas ao abastecimentos

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/sp-reconhece-setor-agro-como-essencial-e-envia-apoio-aos-municipios-para-que-mantenham-em-funcionamento-as-atividades-relacionadas-ao-abastecimento/

 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento recomenda a manutenção de varejões, sacolões e feiras livres e publica manual de boas práticas 

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-recomenda-a-manutencao-de-varejoes-sacoloes-e-feiras-livres-e-publica-manual-de-boas-praticas/

 

Empresas do agro iniciam produção de álcool para ajudar São Paulo no combate à COVID-19

 
 
Secretaria de Agricultura toma medidas de prevenção e mantém desenvolvimento de pesquisas e prestação de serviços para o setor de produção
 
 

Secretaria de Agricultura oferece livros digitais gratuitos com atividades para fazer durante a quarentena

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/secretaria-de-agricultura-oferece-livros-digitais-gratuitos-com-atividades-para-fazer-durante-a-quarentena/

 

Preenchimento e envio de Declarações de Conformidade à Atividade Agrícola e Aquícola podem ser feitos por via digital

 https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/preenchimento-e-envio-de-declaracoes-de-conformidade-a-atividade-agricola-e-aquicola-podem-ser-feitos-por-via-digital/

 

Governo de SP cria site com informações sobre as estradas para caminhoneiros

 https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/governo-de-sp-cria-site-com-informacoes-sobre-as-estradas-para-caminhoneiros/

 

Governo do Estado de São Paulo recebe 195 toneladas de alimentos doados para a população em situação de risco durante a pandemia de COVID-19

 https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/governo-do-estado-de-sao-paulo-recebe-195-toneladas-de-alimentos-doados-para-a-populacao-em-situacao-de-risco-durante-a-pandemia-de-covid-19/

 

Laboratório da Secretaria de Agricultura de São Paulo fará testes para a Covid-19

 https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/laboratorio-da-secretaria-de-agricultura-de-sao-paulo-fara-testes-para-a-covid-19/

 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo divulga boas práticas aos produtores para evitarem contaminação pela Covid-19

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-de-sao-paulo-divulga-boas-praticas-aos-produtores-para-evitarem-contaminacao-pela-covid-19/

 

Grupo Técnico de Monitoramento do Governo de São Paulo faz o primeiro diagnóstico dos impactos da COVID-19 na produção agropecuária

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/grupo-tecnico-de-monitoramento-do-governo-de-sao-paulo-faz-o-primeiro-diagnostico-dos-impactos-da-covid-19-na-producao-agropecuaria/

 

Definidos como essenciais, serviços da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo continuam ativos com eficiência

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/definidos-como-essenciais-servicos-da-defesa-agropecuaria-do-estado-de-sao-paulo-continuam-ativos-com-eficiencia/

 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento lança manual de boas práticas contra Covid-19 para a população rural

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-lanca-manual-de-boas-praticas-contra-covid-19-para-a-populacao-rural/

 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento disponibiliza manual com boas práticas aos consumidores contra a Covid-19

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-disponibiliza-manual-com-boas-praticas-aos-consumidores-contra-a-covid-19/

 

Novo diagnóstico dos impactos da COVID-19 na produção agropecuária é lançado pelo Grupo Técnico de Monitoramento do Governo de SP

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/novo-diagnostico-dos-impactos-da-covid-19-na-producao-agropecuaria-e-lancado-pelo-grupo-tecnico-de-monitoramento-do-governo-de-sp/

 

Cidades paulistas adotam sistema de ‘Drive Thru’ em feiras livres

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/cidades-paulistas-adotam-sistema-de-drive-thru-em-feiras-livres/

 

Planejamento e coordenação são estratégias da Cooperiopreto para enfrentar a crise

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/planejamento-e-coordenacao-sao-estrategias-da-cooperiopreto-para-enfrentar-a-crise/

 

Ativo, Grupo Técnico de Monitoramento do Abastecimento em SP lança novo relatório sobre impactos da COVID-19 na produção agropecuária

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/ativo-grupo-tecnico-de-monitoramento-do-abastecimento-em-sp-lanca-novo-relatorio-sobre-impactos-da-covid-19-na-producao-agropecuaria/

 

Nota Técnica elaborada pela Secretaria é resultado de uma sondagem sobre a Covid-19 feita com produtos rurais paulistas 

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/nota-tecnica-elaborada-pela-secretaria-e-resultado-de-uma-sondagem-sobre-a-covid-19-feita-com-produtores-rurais-paulistas/

 

Mongaguá implanta Rede Solidária para fortalecer produção e economia local

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/mongagua-implanta-rede-solidaria-para-fortalecer-producao-e-economia-local/

 

Ação solidária de cooperativas do Vale do Ribeira destina toneladas de alimentos a Banco de Alimentos da cidade de São Paulo

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/acao-solidaria-de-cooperativas-do-vale-do-ribeira-destina-toneladas-de-alimentos-a-banco-de-alimentos-da-cidade-de-sao-paulo/

 

Associação de agricultores agroecológicos obtém renda e consegue escoar parte da produção com entrega de cestas adquiridas pela Prefeitura

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/associacao-de-pequenos-agricultores-agroecologicos-obtem-renda-e-consegue-escoar-parte-da-producao-com-entrega-de-cestas-adquiridas-pela-prefeitura-de-cruzeiro/

 

Produtor rural: Nota Fiscal eletrônica garante acesso a mais mercados, porém é preciso fazer as contas antes de decidir

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/produtor-rural-nota-fiscal-eletronica-garante-acesso-a-mais-mercados-porem-e-preciso-fazer-as-contas-antes-de-decidir/

 

Em Arealva, ação conjunta permite escoamento da produção de hortaliças, verduras e produtos com valor agregado

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/em-arealva-acao-conjunta-permite-escoamento-da-producao-de-hortalicas-verduras-e-produtos-com-valor-agregado/

 

Recurso de R$ 1 milhão da Fundação Banco do Brasil beneficia produtores rurais e 5 mil famílias em Mogi das Cruzes

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/recurso-de-r-1-milhao-da-fundacao-banco-do-brasil-beneficia-produtores-rurais-e-5-mil-familias-em-mogi-das-cruzes/

 

Queda de faturamento não tem se acentuado no setor de Food Service, segundo Grupo Técnico de Monitoramento do Abastecimento em SP

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/queda-de-faturamento-nao-tem-se-acentuado-no-setor-de-food-service-segundo-grupo-tecnico-de-monitoramento-do-abastecimento-em-sp/

 

Produtores artesanais buscam alternativas para garantir o faturamento durante a pandemia

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/produtores-artesanais-buscam-alternativas-para-garantir-o-faturamento-durante-a-pandemia/

 

500 dias de Governo: Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP foca em gestão moderna com estratégias assertivas

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/500-dias-de-governo-secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-de-sp-foca-em-gestao-moderna-com-estrategias-assertivas/

 

Consumidor pode relatar falta de produtos e preços abusivos nos estabelecimentos por meio de site criado pela Secretaria

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/consumidor-pode-relatar-falta-de-produtos-e-precos-abusivos-nos-estabelecimentos-por-meio-de-site-criado-pela-secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-de-sp/

 

Relatório de monitoramento do Abastecimento no Estado de São Paulo mostra crescimento na exportação de produtos do agronegócio

https://www.agricultura.sp.gov.br/noticias/relatorio-de-monitoramento-do-abastecimento-no-estado-de-sao-paulo-mostra-crescimento-na-exportacao-de-produtos-do-agronegocio/

 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento divulga pesquisa com os impactos econômicos e sociais da COVID-19 na área rural

https://agricultura.sp.gov.br/noticias/secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-divulga-pesquisa-com-os-impactos-economicos-e-sociais-da-covid-19-na-area-rural/

 

Governo, academia e iniciativa privada iniciam trabalho integrado para inovar o agro paulista

https://agricultura.sp.gov.br/noticias/governo-academia-e-iniciativa-privada-iniciam-trabalho-integrado-para-inovar-o-agro-paulista/

 

 

 

 

 

 

 

IP Na Mídia

Comitê Gestor de prevenção de queimadas faz balanço parcial

Floresta Estadual e seu entorno tem 29,6 mil metros roçados

Representantes das instituições integrantes do Comitê Gestor de Prevenção a Queimadas se reuniram na quinta-feira, dia 15, para apresentar resultados parciais de ações preventivas: até o momento, foram roçados 29,6 mil metros quadrados em aceiros dentro das áreas da Floresta Estadual, Instituto de Pesca e Estação Ecológica, região do antigo IPA (Instituto Penal Agrícola). A primeira reunião do grupo foi realizada no dia 7 de abril, um dia depois do início das ações preventivas no local – que no ano passado foi atingido por um incêndio de grandes proporções.

A técnica de construir aceiros consiste em extrair a vegetação em linha contínua para criar corredores. Essa estratégia tem dupla função: ao mesmo tempo que esses corredores interrompem o avanço das chamas durante incêndios, se tornam estradas para o trânsito das viaturas de combate ao fogo. Os aceiros estão sendo roçados com tratores e mão de obra das secretarias de Agricultura e Serviços Gerais de Rio Preto.

Além dos aceiros, estão sendo definidas ações como patrulhamento contínuo pela Polícia Ambiental, monitoramento por câmera pela Guarda Civil Municipal, campanhas educativas à população e a atualização do plano de emergência para o caso de novos incêndios. “No ano passado tivemos uma estiagem forte e duradoura. Infelizmente, a previsão aponta para um cenário parecido neste ano. Por isso, estamos nos adiantando”, afirmou o coordenador da Defesa Civil de Rio Preto, Carlos Lamin.

Fiscalização
A Resolução nº 5, de 2021, publicada em janeiro pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, aumentou a punição para pessoas flagradas invadindo áreas de preservação permanente – que é o caso da Floresta Estadual – ou que atear fogo em vegetação.

As punições agora vão de R$ 1 mil até R$ 50 milhões, a depender da gravidade da ação, do tipo de vegetação, da área degradada e do tamanho dos prejuízos causados ao meio ambiente. A nova regulamentação também admite como prova válida, para a aplicação de multas, fotos e vídeos capturados por drones ou câmeras de monitoramento.

Toda a área da Estação Ecológica, do Instituto de Pesca e da Floresta Estadual do Noroeste Paulista é considerada de preservação permanente. Por isso, não é permitido o ingresso de pessoas sem autorização nesses locais. Na Estação Ecológica, pesquisadores da Unesp promovem estudos nas áreas de biologia, botânica, ecossistemas e genética.

Multiuso
A área total de 500 hectares (5 milhões de metros quadrados) fica no limite dos municípios de Rio Preto e Mirassol, às margens da rodovia Washington Luís (SP-310). Está dividida em glebas pertencentes a diferentes instituições: Fatec, Unesp, Santa Casa de Misericórdia, Parque Tecnológico, além de áreas verdes públicas pertencentes aos dois municípios.

Participaram da reunião virtual desta quarta-feira representantes da Unesp, Fatec, Polícia Ambiental, uma usina de açúcar e álcool que mantém plantio em propriedade vizinha à área, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Secretaria de Serviços Gerais, além dos secretários de Agricultura, Pedro Pezzuto, e do Meio Ambiente, Kátia Penteado.

 

Fonte: Prefeitura de Rio Preto, 15 abril 2021 (https://www.riopreto.sp.gov.br/comite-gestor-de-prevencao-de-queimadas-faz-balanco-parcial/)

Tecnologia da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP aumenta em 20% o ganho de peso de peixes panga

Entrega da nova solução tecnológica faz parte do Programa de Metas do Governo do Estado de São Paulo

Nova tecnologia para produção de peixe do tipo panga é entregue por pesquisadores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo ao setor de produção. O trabalho conduzido pela APTA Regional, unidade de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, mostrou ganho de peso 20% maior quando os peixes panga são alimentados com ração com 40% de proteína bruta em tanques-rede de 1m³. Os piscicultores podem ter acesso gratuito a todo o protocolo para adoção da tecnologia clicando aqui.

Para se chegar a esse resultado, os pesquisadores verificaram a criação dos pangas utilizando ração de 32% e 28% de proteína bruta. “O estudo mostrou que o sistema de produção de panga, preconizado pela APTA, é uma atividade rentável, já que a lucratividade obtida ficou entre 2,68% a 3,89%, considerando o custo operacional. Os dados obtidos demonstram que houve lucro, indicando que a produção de panga pode ser uma opção de ganho financeiro para o produtor”, afirma a pesquisadora da APTA Regional de Monte Alegre do Sul, Célia Maria Doria Frasca Scorvo. O estudo contou com a participação das empresas Guabi Nutrição Animal e Piscicultura Águas Claras.

De acordo com o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira, a criação do panga é uma nova opção para geração de renda ao piscicultor, pois é uma espécie que apresenta bom desempenho produtivo e tem interesse do mercado consumidor. “O peixe é mais uma opção de proteína animal de alto valor nutricional, que poderá contribuir com a segurança alimentar”, afirma. Outras vantagens da espécie, apontadas pelos pesquisadores, são sua tolerância a baixos níveis de oxigênio dissolvido na água e altas densidades de estocagem.

Segundo a equipe de pesquisadores, foi verificado que para maior rentabilidade do piscicultor, a criação do panga deve ser realizada em viveiros escavados com densidade de até dez peixes por m² desde que se tenha renovação de 5 a 10% de água no tanque. “Para locais com baixa renovação de água, o produtor deve diminuir a densidade, que pode variar de um a três peixes por metro quadrado”, explica Célia.

De acordo com os cientistas, a produção de panga alcança melhor desempenho em locais em que ocorre pequena oscilação da temperatura da água ao longo do ano, sendo ideal que a criação do peixe em temperatura entre 23ºC e 29ºC.

A produção de panga no Estado de São Paulo é permitida em viveiros escavados. De acordo com os pesquisadores da APTA Regional, os estudos ocorreram em tanques-rede, dentro de viveiro escavado, para obtenção de informações com repetições. “O produtor deve fazer os licenciamentos ambientais e a outorga de água antes de iniciar a atividade, tirar registro de aquicultor e ter GTA (Guia de Trânsito Animal) para poder comercializar os animais”, explica Célia.

Produção nacional de panga
Dados do anuário da Associação de Piscicultura PEIXE BR 2021 mostram que, em 2020, mesmo frente aos desafios sanitários impostos pela pandemia, a produção de peixes de criação no Brasil avançou 5,93%, atingindo uma produção de 802.930 toneladas, sendo 60,6% correspondentes à produção de tilápia e o restante atribuído à produção de outras espécies como carpa, truta e pangasius. Essas espécies mostraram bom desempenho, com crescimento de 10,9%. O panga teve destaque, ganhando espaço na produção, especialmente no Nordeste do País.

Em números de produção de pescado, São Paulo cresceu 6,9% no ano passado, alcançando 74.600 toneladas. Com esse desempenho, o Estado se consolida como o segundo maior produtor do Brasil, sendo responsável pela produção de 600 toneladas, por ano, de panga e outras espécies.

Entregas tecnológicas
O Programa de Metas do Governo do Estado de São Paulo prevê a entrega de soluções tecnológicas para o setor de produção. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, por meio de seus seis Institutos e 11 Polos Regionais de pesquisa, fará dezenas de entregas ao longo do ano nas áreas de agricultura, sanidade animal e vegetal, pesca e aquicultura, produção animal, processamento de alimentos e economia.

“Esta é a terceira entrega que fazemos em março de 2020. Já entregamos ao setor produtivo tecnologias para produção de lambari em conjunto com camarão e uso de rã como bioindicador ambiental. Temos a meta de entregar ao menos 50 novas tecnologias neste ano, todos trabalhos que trazem benefício para o setor de produção e, consequentemente, para toda a sociedade”, afirma Antonio Batista Filho, coordenador da APTA.

 

Fonte: Colpani, 14 abril 2021 (https://www.grupoaguasclaras.com.br/tecnologia-da-secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-de-sp-aumenta-em-20-o-ganho-de-peso-de-peixes-panga)

IP 52

Ao longo de todos estes anos, o Instituto de Pesca de São Paulo foi inovador (desenvolvendo técnicas e pesquisas inéditas em todo o continente); desbravador (realizando pesquisas em ambientes muitas vezes inóspitos); acolhedor (recebendo pesquisadores de outras regiões e países); professor (capacitando e treinando desde alunos até técnicos de nível superior que hoje ocupam lugar de destaque no Brasil e exterior).

“A ideia do plantio de uma árvore surgiu para simbolizar a chegada do Instituto de Pesca na belíssima área já ocupada pelo Instituto Biológico. Por isso, nada melhor do que um Ipê, fazendo uma analogia à abreviação IP, iniciais do nome do Instituto de Pesca”, enfatiza o diretor-geral Vander Bruno dos Santos – Crédito: IP

Criado em 8 de abril de 1969 com a missão de realizar pesquisas sobre a fauna e o ambiente aquático, visando ao aumento de produtividade e à exploração racional e sustentável destes recursos, o Instituto de Pesca (IP), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, comemora 52 anos de existência. O IP é um dos 6 Institutos de Pesquisa da APTA, que conta ainda com 11 Polos Regionais.

Ao longo de todos estes anos, o Instituto foi inovador (desenvolvendo técnicas e pesquisas inéditas em todo o continente); desbravador (realizando pesquisas em ambientes muitas vezes inóspitos); acolhedor (recebendo pesquisadores de outras regiões e países); professor (capacitando e treinando desde alunos até técnicos de nível superior que hoje ocupam lugar de destaque no Brasil e exterior) e, muitas vezes, aluno (porque aprendeu com seus erros e se renovou a cada parte do caminho).

“Especialmente neste último ano em que enfrentamos a pandemia da COVID-19 o IP também teve que se reinventar”, diz o diretor-geral do Instituto, Vander Bruno dos Santos. Segundo ele, foi preciso um esforço conjunto para reagrupar a equipe e traçar estratégias nesse período, sem perder o foco, que é o de servir à sociedade paulista e nacional. “Cada pesquisador, cada técnico, funcionário e aluno contribuiu à sua maneira, uns a distância, outros presencialmente, mas todos fazendo o possível para estarmos juntos de forma segura o mais breve possível’, agrega Vander.

Entre as atividades que muito orgulho trouxeram à equipe do Instituto neste último ano, cabe destacar:

– A atuante participação do IP em 6 dos 13 Programas Estratégicos de Pesquisa da Secretaria de Agricultura.

– A implantação do “Pesca-Gestor”, uma ferramenta administrativa para a gestão de recursos extra orçamentários e das atividades realizadas pelos seus técnicos.

– A contemplação do projeto no Edital NPOP – Fapesp “Pescado para a Saúde”, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Mogi das Cruzes e empresas relacionadas à atividade de aquicultura. (Confira mais detalhes aqui).

– O investimento em infraestrutura feito pela Secretaria para a reforma de laboratórios e quarentenário, que em breve estarão sediados em novo endereço na capital paulista.

– As entregas tecnológicas compromissadas para o ano de 2021: Diagnóstico de doenças emergentes em organismos aquáticos, Fórmulas de rações para organismos aquáticos, Atualizações no sistema ProPesqWEB/ProPesqMOB1 (monitoramento da atividade pesqueira) e Caracterização genética de reprodutores de peixes nativos para aconselhamento genético em programas de repovoamento.

Vander ressalta ainda que, para simbolizar a chegada do IP a um novo endereço, na Vila Mariana, será plantada uma árvore próxima ao prédio da Sede do Instituto. “A ideia do plantio de uma árvore surgiu para simbolizar a chegada do Instituto de Pesca na belíssima área já ocupada pelo Instituto Biológico. Mais do que isso, em um momento em que não podemos confraternizar como gostaríamos, homenageamos todos nós servidores que, de uma forma ou de outra, somos vítimas da COVID-19. Por isso, nada melhor do que um Ipê, fazendo uma analogia à abreviação IP, iniciais do nome do Instituto de Pesca”, enfatiza o diretor-geral. “Parabenizamos a todos que participam e contribuem com o Instituto de Pesca, e que fazem desta instituição de excelência uma das mais conceituadas na área de Aquicultura e Pesca em nosso país”, conclui.

 

Fonte: SABERJ,13 ABRIL 2021 (http://saperj.com.br/2021/04/13/ip-52/)

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