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Na Semana do Peixe, IP procura estimular o consumo de pescados

Fonte: Diário Oficial de SP, Set/2016 (https://www.imprensaoficial.com.br)

Notícias - 6 de setembro de 2016 

A Semana do Peixe, evento nacional que busca estimular o consumo de pescado no Brasil, está em sua 13ª edição. Em São Paulo, o Instituto de Pesca (IP), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, dá apoio à iniciativa, abrigando atividades tanto em seu auditório e no Aquário do instituto, na capital, quanto no Museu de Pesca, em Santos. 

De acordo com Cláudia Maris Ferreira, assessora técnica de direção do IP e uma das coordenadoras do evento, a iniciativa é um esforço conjunto de várias entidades dos setores público e privado. “A Semana do Peixe foi criada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, extinto na reestruturação ministerial que ocorreu há alguns meses”, explica. Para garantir a edição deste ano, diz Cláudia, o Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e Aquicultura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Compesca/ Fiesp) procurou diversas instituições, entre as quais o IP, que aceitou o convite e organizou uma programação (ver serviço). 

Apesar do nome, as atividades da Semana do Peixe estendem-se por uma quinzena. Começaram na quinta-feira, 1º, e vão até o dia 15. Nesse perío do, pesquisadores e colaboradores do IP realizarão palestras com o objetivo de informar o público sobre questões relacionadas ao consumo responsável de pescado. A relação entre meio ambiente e qualidade de peixes, além de oficinas de artes para crianças, abordando a temática, fazem parte da programação, que terá, ainda, visitas monitoradas ao Aquário e ao Museu de Pesca. 

“O objetivo principal é aumentar o consumo de pescado, por parte dos brasileiros, ao longo de todo o ano, e não apenas nas festas de fim de ano ou na Semana Santa”, enfatiza Cláudia. 

Os dados nacionais a esse respeito são divergentes, mas há pesquisas indicando o consumo médio anual de 10,9 quilos de pescado per capita no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que a quantidade mínima ideal é de 12 quilos por ano. “Acreditamos que a tendência é de aumento do consumo”, afirma a assessora técnica do IP. 

Visitas – No primeiro dia do evento, o desenhista Gabriel São Marcos visitava o Aquário do IP, na capital, e ficou sabendo da Semana do Peixe. Sua presença ali tinha um objetivo bem específico: conhecer de perto a anatomia dos peixes, já que está começando a atuar como desenhista de animação e pretende conseguir reproduzir os movimentos dos animais. “Passei por aqui e resolvi ver, para saber como desenhar”, disse. 

Ao seu lado, a engenheira de aquicultura Maria Cláudia França Nogueira, que é mestranda do IP, dava explicações a Gabriel sobre as características dos peixes. “Informalmente, ajudo na monitoria”, conta Maria Cláudia. 

André Sanguineto Resendes, também mestrando do IP, era o monitor da visita ao Aquário nesse dia. “Expliquei aos visitantes que o foco das atividades da Semana é o consumo de peixe.” De acordo com ele, “para preparar a monitoria, fizemos reuniões e pensamos em roteiros para orientar as pessoas”. O Aquário tem cerca de 30 espécies, entre peixes, rãs e outros animais. 

A palestra do primeiro dia na capital ficou a cargo de Cacilda Thaís Janson Mercante, pesquisadora do IP. Tratando da relação entre aquicultura e meio ambiente, ela forneceu vários dados sobre problemas causados pela poluição à atividade de criação de peixes. 

A pesquisadora abordou, entre outros, o processo chamado de eutrofização – ingresso excessivo de nutrientes, como nitrogênio e fósforo, na água. Isso ocorre, por exemplo, quando a introdução de rações para os peixes se dá de forma inadequada, o que pode causar crescimento descontrolado de fitoplâncton (organismo microscópico) e o surgimento de uma camada verde na superfície aquática. A palestrante chamou a atenção para a necessidade de um manejo adequado: “Embora seja impossível produzir pescados sem provocar alterações ambientais, pode-se reduzir bastante esse impacto”, afirmou. 

Potencial – “Temos potencial muito grande para a aquicultura”, avalia a assessora técnica Cláudia, lembrando que o papel do IP é auxiliar o setor produtivo no esforço de explorar esse potencial. “Procuramos fazer pesquisa e intermediar três lados: meio ambiente, produtores e população, para mostrar como se pode produzir peixe minimizando o impacto no meio ambiente”, completa. 

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que também participa da Semana do Peixe, prevê o crescimento da venda de pescado. O vice-presidente de Relações Institucionais da Abras, Márcio Milan, informa que, de 2010 a 2015, as vendas das peixarias dos supermercados registraram incremento nominal acumulado de 137%. Para Milan, “o estímulo ao consumo de peixe e frutos do mar alinha-se à crescente demanda da população por uma alimentação mais saudável”. 

Empresas de varejo farão, durante a Semana do Peixe, promoções especiais destinadas aos consumidores. De acordo com a Abras, o grupo GPA, por meio das bandeiras Extra, Pão de Açúcar, Minimercado Extra e Minuto Pão de Açúcar, dará descontos de 20%, em média, no período. 


Por Cláudio Soares 
Imprensa Oficial 




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