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Peixe é comida de criança?

Saiba mais sobre o consumo de pescado na infância e as iniciativas que estão sendo feitas no País na Seafood Brasil #38

Se depender apenas do Procurando Nemo, animação infantil da Pixar lançada em 2003 que ainda faz um sucesso danado entre a criançada, os pequenos vão crescer torcendo apenas para os peixes escaparem dos aquários dos dentistas espalhados por aí e voltarem logo para “casa”. A visão de que o pescado, para além do aquarismo, é um alimento gostoso e saudável nem passa pela cabeça de alguns brasileirinhos, que crescem com pouco ou nenhum contato com peixes ou frutos do mar.

De acordo com uma pesquisa recente publicada no site da Seafood Brasil pelo consultor Wilson Santos, o consumo de pescado no Brasil foi de 10,19 kg/per capita/ano em 2020, 10,40 kg em 2019 e 10,62 kg em 2018.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018 Do IBGE estimou que temos no Brasil 35,5 milhões de crianças (pessoas de até 12 anos de idade), o que corresponde a 17,1% da população estimada no ano, de cerca de 207 milhões. Cruzando estes dados, temos um consumo per capita infantil no Brasil de 1,81 kg/ ano de pescado - como comparação, a Espanha tem um consumo per capita infantil de 3,26 kg/ano de pescado.

Para aumentar e facilitar o acesso a estes hábitos de consumo na infância, os responsáveis pelas crianças, as escolas, os governos, as indústrias e os mercados precisam agir em conjunto de forma a superar os entraves. No Brasil, organizações públicas e particulares apostam em publicações e diretrizes para este estímulo.

Em março de 2021, o Ministério da Saúde lançou a versão de bolso do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos. No guia, o pescado aparece no grupo de alimentos recomendados para a criança, justamente por não causar alergia e ser boa fonte de nutrientes. Além disso, recomenda que, a partir do sexto mês, pode-se fazer a introdução do peixe na dieta dos bebês.

Conforme uma publicação do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, os especialistas em saúde recomendam incluir o pescado de uma a duas vezes por semana para as crianças com porções de 30 g a mais, conforme a idade.

Outro caminho para estimular esse consumo está na implantação de leis para inserção na merenda escolar – afinal, o pescado não faz parte da realidade de muitas das escolas espalhadas pelo País.

 

Fonte: Seafood Brasil, 28 maio 2021 (https://www.seafoodbrasil.com.br/peixe-e-comida-de-crianca)

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