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Pesca artesanal e industrial em SP gerou receita de R$ 60 milhões no segundo semestre de 2020
Ao todo foram descarregadas 6.240,9 toneladas de pescado nos portos paulistas no período. O levantamento desses dados foi realizado pelo IP por meio do seu Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira no Estado de São Paulo (PMAP-SP) em 15 municípios litorâneos paulistas.

O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apresenta os resultados de seu monitoramento pesqueiro do segundo semestre de 2020. Os resultados mostram que de 1º de julho a 31 de dezembro de 2020 foram registrados 28.804 cruzeiros de pesca no litoral paulista, sendo que 98,7 de todas as recargas registradas no estado foram de pesca artesanal e apenas 1,3% de pesca industrial. Ao todo, foram descarregados nos portos paulistas 6.240,9 t de pescados. Considerando-se o preço de primeira comercialização, estimou-se que a captura do período gerou uma receita de aproximadamente R$ 60,0 milhões movimentados no período. Neste mês de novembro, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP completa 130 anos.

O levantamento desses dados foi realizado pelo IP por meio do seu Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira no Estado de São Paulo (PMAP-SP) em 15 municípios litorâneos paulistas que compõem o mosaico de áreas de proteção ambiental marinhas de São Paulo.

Das 28.804 descargas registradas no período, apenas o município de Iguape respondeu por 28,1% do total, seguido pelo município de Cananéia com 17,0% do total de descargas. Os municípios de Santos e Guarujá, que aparecem na terceira posição, receberam, em conjunto, 15,7% do número de descargas registradas no período. “Iguape e Cananéia integram, em conjunto com Ilha Comprida, os municípios da APA Marinha Litoral Sul, que respondeu por 46,4% (13.352) de todas as descargas registradas no período. A APA Marinha do Litoral Centro registrou 35,3% (10.164) do total, seguida na terceira posição pela APA Marinha Litoral Norte com 18,4% (5.288)”, afirma Laura Villwock de Miranda, pesquisadora do IP e responsável pelo PMAP.

Da captura total do estado no período, a parcela obtida pela pesca industrial representou 47,6% (2.968,5 t), enquanto a pesca artesanal respondeu por 52,4% (3.272,3 t) do total. A pesca artesanal esteve presente em todos os municípios paulista, com a maior captura sendo registrada nos municípios de Santos e Guarujá, com 25,2%, seguido pelo município de Iguape, com 22,6% e por São Sebastião com 13,1% do total. Na quarta posição com 10,1% do total da pesca artesanal, aparece o município de Ubatuba, seguido por Cananéia com 8,1%. Destes cinco municípios, Iguape e São Sebastião não apresentaram atividades da pesca industrial no período, tendo sua atividade baseada exclusivamente na pesca artesanal.

Entre os municípios que registraram atividades da pesca industrial, o maior destaque fica para Santos e Guarujá, que registraram 82,2% de todas as capturas da frota industrial. Cananéia aparece na segunda posição com 16,1% do total da frota industrial, enquanto Ubatuba e Ilhabela apresentaram, respectivamente, 0,9% e 0,8% do total das descargas da frota industrial.

“A pesca industrial gerou receita bruta estimada de aproximadamente R$ 34,4 milhões, que representou 57,3% da receita total estimada para o estado, enquanto a pesca artesanal com receita estimada de R$ 25,6 milhões, representou 42,7% da receita total da pesca em São Paulo, no período. A captura total descarregada mensal apresentou um pico de captura descarregada no mês de novembro, com 1.557,8 t, que correspondeu a 25,0% de toda a captura do período, enquanto o menor volume de captura descarregada foi obtido no mês de agosto, com 758,6 t, que representou 12,2% do total do período”, afirma Laura.

Segundo a pesquisadora do IP, a maior captura, observada no mês de novembro, tanto para a pesca artesanal (814,9 t) quanto para a industrial (743,9 t), foi influenciada pelo Camarão-sete-barbas e Manjuba-de-iguape, representando 69,3% para a artesanal, e pela maior expressividade das capturas de Corvina e Cavalinha pela industrial. A menor captura do período para a pesca industrial ocorreu no mês de julho (352,2 t) sendo, uma possível explicação, a pouca ocorrência de descargas de Tainha, comuns neste período.

Os resultados completos desse Relatório Técnico Semestral podem ser acessados clicando aqui. No material, é possível encontrar os dados e as estatísticas levantados do programa, que conta com a contribuição de comunidades e entidades da cadeia produtiva do pescado.

Além dos relatórios com periodicidade trimestral, semestral e anual, produzidos no período de 2008 a 2021 pelo IP, também são disponibilizados, para download público, os pôsteres com gráficos dos dados obtidos. Confira aqui as publicações mais recentes de Produção Pesqueira.

PMAP

O monitoramento das descargas de pescado foi iniciado em 1944, pelo Governo do Estado de São Paulo. Porém, desde sua criação, em 1969, o Instituto de Pesca, passou a ser responsável por esta importante atribuição.

Buscando sempre inovar, em 2014 o PMAP desenvolveu um sistema de gestão dos dados pesqueiros coletados, que os armazena na nuvem, por meio de tecnologias livres: o PropesqWeb; também utilizado com a mesma função em outros estados brasileiros.

O programa é executado pela Unidade Laboratorial de Referência em Controle Estatístico da Produção Pesqueira Marinha, do Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho (Santos-SP), em conjunto aos Núcleos de Pesquisa e Desenvolvimento do Litoral Norte (Ubatuba-SP) e Sul (Cananéia-SP).
Análises específicas, que atendam à política de dados do PMAP, podem ser solicitadas diretamente pelo e-mail: propesq@pesca.sp.gov.br


Fonte: Norte Agropecuário

 22 Novembro 2021

https://norteagropecuario.com.br/noticias/pesca-em-sp-receita/


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