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Pesquisadores estudam desenvolvimento de vacinas para peixes

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Centro de Pesquisa de Aquicultura do Instituto de Pesca (IP-APTA), está desenvolvendo pesquisas sobre vacinas para peixes. Atualmente, existe apenas uma vacina autorizada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) para uso em peixes. 

As doenças infecciosas são um grande desafio para a criação de peixes, podendo afetar diretamente a sustentabilidade do negócio, pois podem se espalhar rapidamente entre os animais. Dessa maneira, as taxas de mortalidade são elevadas e, consequentemente, os custos da produção também, já que o produtor terá que utilizar medicamentos, como os antibióticos. 

O Diretor do Centro de Pesquisa de Aquicultura, Leonardo Tachibana, explica que o uso de antibióticos para o tratamento de doenças bacterianas na Aquicultura também traz uma série de preocupações em relação ao impacto dos resíduos no meio ambiente e na segurança alimentar da população. “A utilização também tem sido muito questionada devido à proliferação de bactérias resistentes, que podem representar um risco para a saúde humana e para várias espécies de animais”, destaca.

Neste cenário, a utilização de vacinas na Aquicultura tem se tornado a ferramenta mais importante para o controle de enfermidades bacterianas e virais. Um dos motivos para o sucesso da criação de salmão na

Noruega, por exemplo, foi a utilização em larga escala de diversas vacinas. A indústria do salmão no Chile e na Noruega vivenciaram uma drástica redução no uso de antibióticos desde a introdução de vacinas.

De acordo com a zootecnista e apresentadora do programa Aqua Negócios, Daniela Nomura, podemos entender a importância das vacinas na aquicultura comparando com a situação atual da pandemia do coronavírus. “ O que estamos enfrentando com o Covid-19, uma doença nova e desconhecida,  é muito similar com o que já ocorreu quando emergiram algumas doenças na piscicultura, como Streptococoose, Franciselose, TiLV (Tilápia Lake Vírus), Columnariose e outras, em que o grande trunfo é a chegada da vacina”, ressalta. 

A zootecnista explica ainda que as vacinas precisam ser somadas a outros cuidados. “Muitos estudos com o uso de aditivos que estimulam o sistema imune tem contribuído para a otimização do uso de vacinas, assim como melhores práticas de manejo, melhoria no bem-estar animal e nutrição”.

Fonte: Empreendendo Aquicultura, 17 de julho de 2020 (https://empreendendoaquicultura.blogspot.com/2020/07/pesquisadores-estudam-desenvolvimento.html).

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